Mostrando postagens com marcador Forças Armadas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Forças Armadas. Mostrar todas as postagens

12 de novembro de 2019

O CORONEL E A HISTÓRIA


As tais redes sociais de fato estão contribuindo decididamente para a mudança de hábitos de forma geral. Não só os idiomas vão sofrer com a simplificação das expressões, como também a confiabilidade das mensagens, sejam elas faladas ou escritas, não será mais a mesma. Isso sem falar no sigilo, esse, conforme amplamente é noticiado já foi “pro brejo”.

Eu não posso falar muito, porque deploro profundamente que tenha sido criado esse malévolo aparelho que veio para vulgarizar a comunicação. Mas devo reconhecer também que ele conseguiu enfraquecer o monopólio dos formadores de opinião. Deixou os poderosos um tanto desarvorados. Haviam apostado todas as suas fichas no domínio dos tradicionais meios de informação, que tiveram que ceder espaço ao aparelhinho diabólico.

Minha postagem anterior, IMPÉRIO DAS TREVAS, já teve sua motivação dada por uma mensagem de Whatsapp. O mesmo autor, que se diz CORONEL da nossa força aérea, sediado em Pernambuco, volta agora comentando os acontecimentos jurídico-políticos que abalaram o país na última semana. Não, não é a estes que pretendo me referir. Aliás, aproveito para lembrar que comentários, que os prezados leitores queiram fazer às matérias aqui publicadas, devem se relacionar ao assunto abordado. Muitos querem desopilar o fígado, dando vazão aos seus assuntos partidários. Estes são excluídos na moderação. Para os visitantes mais recentes talvez seja conveniente explicar que este Blog do Toedter veio para corrigir o mote corriqueiro de que “A História da Guerra é contada pelo Vencedor.” Como este autor esteve lá, do lado perdedor, resolveu contar a sua visão das coisas. Publicou seu primeiro livro E A GUERRA CONTINUA em 2000 e depois ingressou na internet em 2006 com o blog 2a.guerra.zip.net na UOL, que, por não concordar com o seu conteúdo, o censurou e removeu quatro anos depois. Desde então, 2010, vem sendo publicado sob endereço atual, estendendo suas matérias ao que considera consequências do resultado daquele conflito mundial.

Voltando ao CORONEL do título deste artigo. “Coronel Aviador” da Força Aérea Brasileira? Acho que não pode ser. Deve ser alguém a declarar indevidamente ter este posto da hierarquia militar. Concordo que existe muita gente que, tanto em História quanto em Conhecimentos Gerais, é pessimamente preparada, mas isso não acontece com o oficialato das forças armadas brasileiras. Para chegar a um posto destes é pressuposto que seja pessoa que se informa, que tenha iniciativa, que não se contente com o mediano. Um coronel-aviador da força aérea brasileira não expressaria pensamento tão simplório como este que se ouve em sua mensagem que estou questionando: “...há 70 anos ajudamos a derrotar o IMPÉRIO QUE OPRIMIA O MUNDO, O NAZIFASCISMO.”

Império de verdade na época só existia um, o britânico. “Oprimir o mundo” uma falácia que nem um dos mais incultos sustentaria. Talvez esteja exagerando. José Saramago já dizia: “Vivemos no tempo da mentira universal. Nunca se mentiu tanto. Vivemos na mentira, todos os dias.” É, e devemos reconhecer que as redes sociais se prestam muito bem para confirmar estas palavras. Mas um verdadeiro Coronel das Forças Armadas deve estar acima disto.

26 de junho de 2017

Nós, os BUNDA-MOLES


  • Sociedade ocidental fraca e incapaz
    de se defender
  • O politicamente correto e feminização
    prejudicam também as forças armadas
O renomado historiador militar israelita Martin von Creveld, professor emérito de História da Universidade Hebraica de Jerusalém, acaba de publicar um livro que tem mais ou menos o título acima e que é complementado com os dizeres:

Por que não sabemos mais como nos defender e como reverter isso.

Na realidade Creveld denuncia a debilidade moral que tomou conta a sociedade ocidental e adverte: ou ela volta a aprender a lutar ou tende a desaparecer. Em todas as suas camadas encontramos responsabilidades pela situação. Começa pelos pais que são superprotetores. A grande maioria de crianças não vai mais a pé ou de bicicleta à escola, tem a movimentação individual restrita e limites de segurança. Vem aumentando a idade, a partir da qual começam a enfrentar a vida real, em que assumem uma profissão e geram filhos. O resultado é uma comunidade desapegada e indisposta a reagir às adversidades.

As forças armadas sofrem hoje com a imposição de medidas burocráticas, regulamentos, sujeição ao politicamento correto. Sua “feminização” enfraquece seu poder de combate. As soldadas são, na verdade, só meio-soldados, gerando mais problemas do que benefícios. Elas querem ser admitidas com condições e direitos iguais aos homens, mas, uma vez aceitas, reivindicam toda sorte de privilégios, seja em torno de licenças próprias da condição, da dureza dos exercícios, ou até quanto o acesso ao oficialato. É claro que isso gera ódio e ciúme na área masculina, tudo sem falar dos problemas gerados por acusações de assédio que costumam aparecer.

A capacidade das forças armadas de exercerem as funções para as quais foram criadas depende de uma boa preparação, disciplina, profissionalismo e espírito de corpo. E Creveld explica que foi a rigidez na formação a premissa pedagógica para que os jovens israelenses, que se criaram entre 1948 e 1982 constituíssem o exército mais admirado pelo mundo.

Na minha opinião o professor encara o assunto de forma um tanto simplista ou limitada. O politicamente correto é hoje um fator que vem condicionando todas as atividades e expressões. A opinião divergente tem seus espaços cada vez mais reduzidos, parecendo mesmo que a grande maioria se entrega desejosa à comodidade do pensamento uníssono. Basta ver como os europeus se submetem a uma política suicida. Conformam-se a olhos vistos com o aniquilamento de sua cultura, seus costumes, religiões e origens.

E por falar em sociedade submissa, não é de se estranhar a situação que estamos vivendo aqui no nosso país? Quando tudo indicava que finalmente aconteceria uma purificação geral nas esferas que mal vêm sendo responsáveis pelos destinos da nação, agora os indícios passam a sugerir que tudo vai ficar como estava. Alguém chamou a sociedade de bunda-mole?

Obs.: O livro referenciado é da Editora ARES, está disponível em alemão na AMAZON sob o título “Wir Weicheier – Warum wir uns nicht mehr wehren können und was dagegen zu tun ist”.